Inúmeros jogadores afirmam que o golfe é fascinante porque promove o encontro de gerações em campo. Como não existem adversários, além de você mesmo, é possível trocar experiências, utilizar estratégias e desenvolver o equilíbrio e a concentração. Além de exercitar a mente, o corpo também desfruta dos benefícios como as longas caminhadas ao ar livre que aliviam a tensão e o estresse do dia-a-dia.
Rodrigo Brezolin, do Clube Campestre de Pelotas, é médico e joga golfe a menos de um ano, mas possui um parceiro fiel em campo. O filho Bernardo, de apenas 1 ano e 9 meses acompanha o papai iniciante sempre que pode. O pequeno jogador possui seus próprios tacos e entra em campo uniformizado. “O golfe ensina as crianças a respeitar as regras, a lidar com as frustrações, mas principalmente mostra como ter autocontrole”, explica Brezolin.
Filiado ao Belém Novo Golf Clube, de Porto Alegre,
EduardoBaethgené um advogado que se considera aficionado por esportes “Pratiquei karatê muitos anos da minha vida, mas em 2004 fui ‘mordido’ pelo golfe e tornei-me um apaixonado pela atividade”. O golfe não é um esporte que possui prazo de validade, portanto, pode ser praticado ao longo da vida, sem perder qualidade. O filho Henrique, de 2 anos, dedica-se a brincadeira de jogar de golfe e comemora quando a bola cai no ‘buiaco’. “Com o golfe, as crianças aprendem que para obter bons resultados é preciso esforço, dedicação e disciplina”, afirma Baethgen.
O experiente golfista Leonardo Conrado, foi quem apresentou o esporte a Brezolin, que faz questão de levar o filho e a esposa aos torneios. ” Saber que a família está observando e torcendo durante o jogo traz mais confiança“, comenta. O golfista sabe que em alguns anos será possível dividir o campo com o filho. Já o golfista Baethgen sonha um pouco mais alto e confessa que deseja carregar a bolsa do pequeno Rique, sendo o caddie de um grande campeão.
O estímulo a prática do esporte facilita a inserção dos jovens em grupos sociais, contribuindo no crescimento, amadurecimento psicológico e na autoconfiança, além de aproximar a família, uma vez que a criança não encara a partida como uma disputa, e sim como um momento de descontração. Baethgen finaliza afirmando que é fundamental que os pais compreendam os filhos e não projetem nas crianças seus próprios sonhos, afinal, apoio é diferente de pressão.
Em uma coisa os ‘pais corujas’ concordam: não tem
preço chegar em casa e ouvir aquele convite irresistível:
“Papai, vamos jogar golfe?”








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