Em entrevista exclusiva para o site da Federação Riograndense de Golfe, o jornalista esportivo da ESPN, Marco Antônio Rodrigues, traçou um panorama sobre o golfe brasileiro. O comunicador esteve em Porto Alegre para a cobertura da Copa Farroupilha + Interclubes 2010 e sessão de autógrafos de seu livro: O esporte na ponta do lápis… E “outras cositas más”.
Marco Antônio carrega em sua bagagem valiosas experiências como narrador e comunicador de inúmeros esportes como tênis, golfe e basquete. Sobre o cenário do golfe no Brasil, o jornalista destaca que após o anúncio do retorno do esporte aos Jogos Olímpicos, em 2016, ocorreu muita euforia em face da notícia, mas que também há uma grande preocupação com a organização do evento e preparo dos atletas.
“Faltam seis anos para as Olimpíadas no Rio de Janeiro. Seis anos podem parecer muito para quem está longe dos filhos, para quem aguarda uma promoção no trabalho, mas é um período curto para construir um campo de golfe, preparar profissionais e treinar voluntários”, comenta.
Segundo Rodrigues, é fundamental trabalhar integralmente com foco nas Olimpíadas, para não decepcionar o restante do Mundo que está com uma grande expectativa. “O Brasil não pode ficar com um legado ruim após as Olimpíadas. Nós temos uma responsabilidade dez vezes maior do que as pessoas parecem estar preocupadas”, afirma.
Integrar esforços em prol do esporte através da colaboração de entidades, clubes e iniciativa privada, está entre as soluções apontadas pelo jornalista. “O problema do golfe brasileiro não está na falta de talento, mas na necessidade de ampliação do preparo técnico. Ou seja, é preciso melhorar a base de ensino, oferecendo treinamento qualificado e atualizado aos jogadores. Os professores precisam reciclar e disseminar seu conhecimento, e através da sua capacitação elevar o nível técnico dos alunos”, destaca.
Rodrigues ressalta que a deselitização do esporte está ocorrendo gradualmente, mas que a popularização do golfe ainda é um sonho distante. “Para levar a prática da atividade a todas as camadas sociais é fundamental desenvolver projetos e abrir as portas dos clubes aos talentos que não possuem condições financeiras.” O jornalista informou que mais de 80% dos jogadores que hoje estão entre os 150 melhores do PGA Tour vieram da classe E.
A respeito do golfe no Rio Grande do Sul, Rodrigues destaca que o Estado é reconhecido historicamente como berço de grandes golfistas. “O Rio Grande do Sul é a segunda força do golfe no Brasil, perdendo apenas para São Paulo”, ressalta.
Além de uma referência como comunicador esportivo, Marco Antônio Rodrigues também é cartunista. O dom, que surgiu na infância, foi aperfeiçoado ao longo de sua carreira. Rodrigues fez uma coletânea com caricaturas esportivas variadas e publicou no livro: O esporte na ponta do lápis… E “outras cositas más”. As imagens retratam diversos momentos do cenário nacional e internacional. “Através da colaboração do jornalista esportivo Paulo Vinicius Coelho foi possível criar pequenas legendas localizando as caricaturas historicamente e custurando a narrativa do livro.”
Um comentário para “Entrevista Exclusiva”
enviando...




Com certeza uma grande pessoa, um ótimo comentarista e um fantástico cartunista. Uma conversa inteligente com simpatia e bom humor. Parabéns a Federação ao trazer ao Torneio esse grande nome do Golfe. Araços.