O goleiro da Alemanha correu até o arbitro e pediu que o tiro inglês fosse marcado como gol porque a bola ultrapassou a linha…
O artilheiro brasileiro Luiz Fabiano exigiu ao arbitro que anulasse o gol marcado contra Costa do Marfim porque tinha tocado a bola em duas ocasiões com o braço…. O argentino Teves também pediu que seu gol fosse anulado contra México por impedimento…
Essas cenas não aconteceram na Copa Mundial de Futebol nem acontecerão no futebol tão cedo.
O esporte das multidões aceita que os cartolas impeçam a utilização da tecnologia para estabelecer as verdades no campo, que a justiça seja feita.
No golfe os parâmetros são diferentes. A educação, a ética e integridade foram sempre, obrigatoriamente, mais importantes do que um resultado. É a graça do jogo.
Por favor, nada temos contra o futebol. Somos igualmente apaixonados por esse fantástico esporte a pesar que ainda privilegia a filosofia de “tirar vantagem em tudo”. O futebol tem o mérito de tirar o pequeno bandido escondido em muitas mentes, de exteriorizar o lado escuro de milhares de seres humanos e de alegrar o coraçao de milhões.
No golfe também existem diabinhos que empurram a anotar uma tacada a menos, de chutar a bolinha que insistiu em parar junto a uma árvore. Mas no golfe a cartilha é diferente.
Por isso batemos palmas para a iniciativa do Departamento de Golfe do São Paulo Futebol Clube de preparar seus associados golfistas como deveriam ser preparados todos os novos golfistas do mundo, com conhecimento das regras, comportamento e etiqueta do golfe.
Da nada adianta que um instrutor ensine como empunhar o taco se o novo golfista não aprende a defender o espírito do golfe.
De pouco serve bater bem na bola se não existe comunhão com os princípios de ética do golfe.
A defesa do espírito do golfe não pode ser delegada, seja para cartolas, instrutores o quem for. O espírito do golfe tem que estar presente em cada um dos que empunhamos os tacos.
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