Arquivo da categoria ‘Coluna do Golf’
O goleiro da Alemanha correu até o arbitro e pediu que o tiro inglês fosse marcado como gol porque a bola ultrapassou a linha…
O artilheiro brasileiro Luiz Fabiano exigiu ao arbitro que anulasse o gol marcado contra Costa do Marfim porque tinha tocado a bola em duas ocasiões com o braço…. O argentino Teves também pediu que seu gol fosse anulado contra México por impedimento…
Essas cenas não aconteceram na Copa Mundial de Futebol nem acontecerão no futebol tão cedo.
O esporte das multidões aceita que os cartolas impeçam a utilização da tecnologia para estabelecer as verdades no campo, que a justiça seja feita.
No golfe os parâmetros são diferentes. A educação, a ética e integridade foram sempre, obrigatoriamente, mais importantes do que um resultado. É a graça do jogo.
Por favor, nada temos contra o futebol. Somos igualmente apaixonados por esse fantástico esporte a pesar que ainda privilegia a filosofia de “tirar vantagem em tudo”. O futebol tem o mérito de tirar o pequeno bandido escondido em muitas mentes, de exteriorizar o lado escuro de milhares de seres humanos e de alegrar o coraçao de milhões.
No golfe também existem diabinhos que empurram a anotar uma tacada a menos, de chutar a bolinha que insistiu em parar junto a uma árvore. Mas no golfe a cartilha é diferente.
Por isso batemos palmas para a iniciativa do Departamento de Golfe do São Paulo Futebol Clube de preparar seus associados golfistas como deveriam ser preparados todos os novos golfistas do mundo, com conhecimento das regras, comportamento e etiqueta do golfe.
Da nada adianta que um instrutor ensine como empunhar o taco se o novo golfista não aprende a defender o espírito do golfe.
De pouco serve bater bem na bola se não existe comunhão com os princípios de ética do golfe.
A defesa do espírito do golfe não pode ser delegada, seja para cartolas, instrutores o quem for. O espírito do golfe tem que estar presente em cada um dos que empunhamos os tacos.
Julio César, o melhor goleiro do mundo, joga golfe. Kaká, o solitário criativo no meio campo da seleção brasileira, também pratica golfe.
Assim está explicado porque desenvolveram o foco e a concentração, para agir no momento crítico.
Constantemente nas minhas palestras de capacitação para empresas chamo a atenção para os benefícios do golfe para vida de grandes executivos e atletas. Porém quero escrever apenas da relação entre o golfe e o futebol.
O futebol não seria o mesmo sem as contribuições do golfe.
O golfe nasceu na China 1.100 anos trás. O futebol também tem origem e data remotas. Chegaram ao Brasil da mesma mão dos ingleses na mesma época.
O golfe caracteriza-se pela constante busca de tecnologia de ponta. Foi o primeiro esporte a ser praticado fora do Planeta, na Lua, em 1971 pelo astronauta Alan Sheppard.
No espaço foram desenvolvidos vários metais usados na confecção de varas e cabeças de tacos. Em laboratórios especiais surgiram os compostos plásticos das bolas de golfe. Nesses mesmos laboratórios se provou a aerodinâmica proporcionada pelos “dimples” ou mínimas protuberâncias nas bolas de golfe. Assim a trajetória das bolas é mais reta, menos sujeita aos caprichos dos ventos e a velocidade maior.
As bolas de futebol adotaram essas pequenas protuberâncias e os chutes de Robinho podem ir mais reto e longe complicando aos goleiros, como a bola da Copa do Mundo.
Os gramados de futebol simplesmente adotaram os gramados dos greens. Verdadeiros tapetes. Esses greens permitem que a bola corra sem dar pulos e são preparados por variedades gramíneas que encontramos nos greens dos melhores campos de golfe.
Os melhores agrônomos de campos de futebol são oriundos do golfe. E os mesmos que cuidam do gramado da granja Comary tratam do gramado do São Paulo Golf Club ou do Guarapiranga.
Assim também acontece na África do Sul, onde tive a alegria de estar em quatro oportunidades jogando golfe.
O tamanho das bolas é diferente, a tecnologia similar. Os princípios éticos são diferentes entre os esportes.
De ser aplicados ao futebol Luis Fabiano pediria a anulação de um gol seu perante Itália por estar em impedimento ou um zagueiro argentino solicitaria ao árbitro que marcasse um pênalti porque tocou a bola com a mão na final da Copa do Mundo.
A paixão é a mesma.
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* Guillermo Piernes é escritor, consultor e palestrante
www.guillermopiernes.com.br palestras@guillermospiernes.com.br
È possível comparar uma Ferrari, uma Mercedes com um campo de golfe.
Nestas décadas de golfe escuto freqüentemente as queixas de administradores de resorts, de campos comerciais, de profissionais de clubes, sobre o pouco movimento de campos, sobre o lento retorno dos campos que custaram milhões.
Primeiro, os campos de golfe que dão certo economicamente estão atrelados a resorts e condomínios residenciais. A formula de clubes é outra e não procura o lucro, razão dos campos comerciais. Essa é a formula porque um campo valoriza o terreno circundante dez vezes o valor original.
Segundo, os campos são vitrines de outras atividades rentáveis a ele atreladas e fazer uma contabilidade isolada do campo sempre será deficitária e irreal. Seria o mesmo que fazer a contabilidade separada da vitrine de Tiffanys e do balcão de vendas.
Terceiro, um campo de golfe posiciona um resort ou um condomínio no mercado, com um selo de primeira categoria.
Os campos vazios são fruto de gestão fraca e os lotados de uma administração inteligente. Vi isso na operação de campos do sul da Europa, Estados Unidos, Argentina, África do Sul e o Brasil. É ai vale o exemplo da Ferrari ou da Mercedes.
Elas gastaram milhões e muita tecnologia para fabricar essas maquinas de F-1. O mesmo fizeram os campos de golfe. Nos campos com pouca movimentação é fácil comprovar que a condução foi entregue a profissionais sem formação em marketing, comunicação, administração, sem outros idiomas, além de escasso preparo em administração, conhecimento do mundo do jogo, contatos empresariais.
Na F-1, a Ferrari e a Mercedes sempre contratam pilotos de primeiríssima linha.
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Guillermo Piernes é escritor, consultor e palestrante
Contato: piernes@golfempresas.com.br ou www.guillermopiernes.com.br
O golfe brasileiro precisa de mais escolas, mestres e líderes para subir a um nível de competição internacional quando se inicia a conta regressiva para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro 2016 onde o esporte faz um retorno triunfal.
A torcida é grande porem já resulta difícil de agüentar as manchetes … Fulano melhora e chega em 68…Beltrano quase passa o corte … Nono lugar para nossa equipe (tinham 10 participantes)… Salvo milagres, que obviamente acontecem de vez em quando, os jogadores crescem com mestres, escolas, sistemas abertos, prática e teoria atualizadas a mão. O talento sem apoio forte apenas fica perto, mas não chega ao pódio e não todos têm a capacidade de autodidata.
Brasil tem bons talentos individuais porem para chegar ao topo precisamos de escolas de golfe, mestres, líderes, não de marketing frívolo ou de reserva de mercado do conhecimento. Quando se pega o taco numa competição, o marketing nada conta. Contam apenas as tacadas. Da quantidade de jogadores de alta competição saem campeões. Da boa quantidade de jogadores competitivos surgidos de suas escolas, as vizinhas Argentina e Colômbia acumulam campeões e títulos. E certamente com menos recursos disponíveis que no Brasil porem com mais foco.
Vários jovens brasileiros estão no Exterior para evoluir como jogadores de competição internacional. É muito bom. Também precisamos que o bom do Exterior chegue aqui, com sistemas, mestres, escolas. Aqui dentro precisamos de mais dirigentes que não se conformem com elogios vazios e escolham o melhor para o futuro do golfe brasileiro. Escolhas feitas com coragem e baseadas apenas nos interesses maiores do esporte. Fazer de conta que tudo esta bem é uma pratica que protela o destino do Brasil como celeiro de grandes golfistas. Existem várias iniciativas e dirigentes valiosos. Basta abrir os olhos para enxergar quais e quem eles são. Depois apoiar-los para cumprir a missão.
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O presidente-executivo mundial da Ford anunciou um dos maiores investimentos da história da indústria automotriz no Brasil, porém a grande notícia é que Alan Mulally praticou seu esporte no único campo de golfe de Salvador que luta para sobreviver.
Foi mais uma contundente prova que os campos de golfe são as melhores vitrines do mundo para projetar cidades, hotéis, resorts, condomínios. Mulally acompanhado pelo principal executivo da empresa do Brasil deu tacadas no campo do Itapuã Golf Club que heroicamente luta para recuperar o seu brilho.
Mulally entende bem de carros e de golfe. Não deve ter entendido como o único campo de uma cidade turística de primeira constelação, colado a um hotel cinco estrelas, conta com meios insuficientes para renovar o sistema de irrigação, replantar greens. Responderíamos que nos negócios ligados ao golfe brasileiro temos que fazer investimentos gigantescos como os da Ford no Brasil, porem na cabeça das pessoas.
A administração do campo e a FBG fazem a sua parte porém é preciso apoio maior para um assunto de interesse geral. Se houvesse cultura de negócios de golfe, os proprietários de hotéis, as autoridades turísticas, apoiariam decisivamente o campo de golfe de Salvador. Significa apoiar Bahia, o turismo de negócios do Brasil, dinheiro e emprego. Muitas das maiores personalidades do mundo praticam golfe. Imaginem uma foto de Barack Obama, Bill Gates, Rafael Nadal, Michael Douglas e outros praticantes do esporte que chegam a Bahia jogando em Salvador??? Haveria que construir mais hotéis.
Com o campo em perfeitas condições, estou certo que Mulally sugeriria que a próxima reunião da Ford, que conta com fábrica em Camaçari, fosse realizada no Hotel Deville, colado ao campo de Itapuã. Negócios e tacadas anti-stress no campo. Recomendaria que as revendedoras fizessem eventos de marketing de relacionamento com golfe. Que os seus executivos praticassem para melhorar o foco e a concentração.
Lição número um para uma cultura de negócios do golfe: Um campo de golfe isoladamente significa prejuízo assim como as melhores vitrines do mundo. Lição número dois é uma pergunta: Queremos jogar na primeira divisão mundial ou na segunda?
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Desconfie, recue, refugue perante os que querem complicar os ensinamentos do golfe. Veja os exemplos dos grandes mestres da ciência, das artes, da vida e logicamente no esporte. Fuja dos que complicam para cobrar para explicar o que por eles foi complicado.
Os mestres aperfeiçoam a simplicidade para transmitir conhecimento. A essência do conhecimento deve ser incorporada de forma quase imperceptível, com palavras, imagens, exemplos.
O por que da reflexão? Dois exemplos recentes no golfe. Durante um bom torneio no São Fernando, Richard Conolly, passou pelo putting green quando eu aquecia o meu putting. “Mais backswing”, disse quem foi durante décadas um dos melhores jogadores amadores brasileiros. Mais nada. Continuou a sua caminhada para voltar a ser o impecável anfitrião no clube que preside. Estiquei o pêndulo e a bola voltou a cair ou ficar perto do buraco. Os mestres carecem de tempo para enrolar.
Após cinco anos sem aulas e comprovando uma paulatina perda de distancia no driving range do Terras de São José, em Itu, pedi ajuda a Ruberlei Felizardo, vencedor de 20 torneios profissionais e protagonista de grandes atuações em disputas internacionais. Não é formado em pedagogia em Harvard, nem em física no MTI. Apenas tem o talento de jogar competitivamente e o dom de detectar e corrigir com objetividade as falhas. Mestre não é para quem quer mas para quem pode. “Coloque a bola mais na direita”. Corrigi. Mandou bater 20 bolas. Quando a bola percorreu mais 15 jardas que antes da correção Felizardo deu por encerrada a sessão. Os mestres iluminam e saem de cena. Um detalhe. Os mestres corrigem o detalhe para harmonizar o quadro.
Existe uma dúzia de mestres para ensinar golfe no Brasil. Seria odioso listar eles porque de omitir um nome cometeria uma grande injustiça. Esse grupo de mestres têm diferentes estilos, culturas, níveis de educação porem convergem no aproveitamento de cada segundo em prol do aluno.
Nenhum deles empurra tacos inapropriados para o jogador. Nenhum deles marca antecipadamente dezenas de aulas. Os mestres dão valor ao tempo e por isso transferem o conhecimento rápido. Os mestres têm pressa para buscar novos conhecimentos que transmitirão a mais discípulos, num círculo virtuoso.
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A falta de legislação específica e o excesso de ignorância empurraram ao golfe brasileiro contra as cordas no referente à relação trabalhista com os caddies.
É preciso reiterar: o golfe precisa de uma ação coordenada a nível nacional. Uma solução interessa a todos pelo seu componente econômico, empresarial, social e humano, salvo advogados de limitados escrúpulos e alguns fiscais a procura de quinze minutos de fama.
Centenas de jovens já ficaram sem trabalho em clubes de Paraná, Espírito Santo, São Paulo. Jornal do Golfe e Golf e Negócios dedicaram amplo espaço ao preocupante quadro. Episódios de ex-caddies que ficaram a mercê da droga e da violência. Do outro lado, um ex caddie, hoje profissional em Ceará, com um emotivo depoimento defendendo esse trabalho com golfe que o livrou de cair na marginalidade.
Fiscais do trabalho insensíveis à realidade insistem em querer aplicar uma legislação aos clubes que não se encaixa para os caddies. Os caddies não são funcionários dos clubes assim como os camelôs não são funcionários de uma prefeitura ao vender produtos nas ruas. Apenas prestam serviços nos campos de golfe a praticantes do esporte.
Alguns fiscais não querem saber e aplicam multas para “esses clubes de ricos”. Assim os clubes, ameaçados por multas e ações, são forçados a proibir a entrada de caddies. Segundo a conduta desses fiscais não deve existir problema social nem falta de empregos no Brasil.
Esses fiscais desconhecem a longa lista de ex caddies que viraram astros milionários do esporte e a gigantesca lista dos que levam pão a suas casas pelo seu trabalho de carregar taqueiras de golfe.
Ainda nestes tempos de justificada desconfiança institucional é necessária uma legislação nacional para esses auxiliares dos golfistas.
O Terras de São José Golfe Clube contratou este escritor para dar uma palestra para caddies para ajudar numa reflexão mais profunda de todos. É preciso conscientizar aos caddies do péssimo negócio que é colocar na justiça aos clubes porque representa uma vitória de Pirro, ganha porém acaba com os seus.
É preciso que os omissos deixem de fazer de conta que está tudo bem.
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Acordar na madrugada do inverno para jogar na chuva. Andar cinco horas sob o sol escaldante do verão tropical batendo mal na bola. Definitivamente o golfe não é para espíritos fracos.
Para ser considerado realmente golfista, você tem que amar o golfe. Para ser golfista é preciso espírito forte. Gostar do golfe é pouco. Ame ou deixe-o.
Jogar golfe é uma arte, somente que não ficamos com partituras, nem manuscritos, nem pinturas. Apenas com as lembranças do swing perfeito em tal buraco, ou o a saída da banca ao inicio do jogo ou aquele putt de 12 metros. Arte não é para todos.
No campo de golfe a verdade vale o que deveria valer fora dele. Se a bola mexeu, uma tacada. Se a bola saiu um centímetro fora do limite, se bate outra e se anota mais uma tacada. Ao jogar golfe também se pratica a verdade e o respeito.
Um esporte onde a integridade é tudo. No mundo do golfe ninguém defende ou acoberta aos trapaceiros, malandros, enganadores. São discriminados. Trazem vergonha para todo clube ou campo de golfe. Os golfistas transformam o campo num templo da honestidade, esse valor cotidianamente pisoteado fora dos seus limites. A palavra vale.
Existem as sanguessugas do golfe. Os que não amam o golfe e estão perto dele para aproveitar oportunidades, cargos ou funções no esporte em benefício próprio sem outro compromisso. É fácil identificar. Nenhum deles joga golfe. O amor ao golfe poderia prejudicar o seu negócio. Os amantes do golfe os identificam porque a sintonia é outra.
Em o meu livro Tacadas de Vida relatei um fato real. A namorada egoísta não admitia a divisão de sentimentos com o golfe. Deu um o ultimato: ” esse golfe idiota ou eu… ” O namorado pediu para acabar a discussão justificando: “amanhã tenho que acordar cedo para jogar…”
Três meses depois do fim do relacionamento, o golfista reencontrou velhos companheiros de jogo. Confessou que a separação da egocêntrica namorada teve conseqüências: “No primeiro mês o meu handicap subiu duas tacadas”. Um a um, sensibilizados, os companheiros do golfe o abraçaram.
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Guillermo Piernes é palestrante, escritor e consultor
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Hoje a vara do meu driver é flexível. Com 25 anos era extra stiff . No campo de golfe essa foi à solução para manter a performance. Concessões integram o processo.
O que sobe sozinho com os anos é o handicap. O meu handicap subiu para um nível apenas sofrível porem a maioria dos golfistas me acompanha. Cheguei a usar sapatos brancos no tempo que apenas scratch tinha o privilegio de usar essa cor. O resto, ou seja a maioria dos mortais jogadores, que procurasse outras cores.
Hoje existe liberdade completa para usar cores nos sapatos, camisas e bonés. Os sapatos são mais leves e confortáveis, as camisas frescas e secas, os bonés com nomes de patrocinadores. Também os tacos e as bolas são melhores, assim como o marketing dos fabricantes.
O passo do tempo também forçou a encurtar o swing porque a flexibilidade migrou para outros setores anatômicos e abandonou o tronco. O golfe nos ensina que as coisas não são exatamente como queremos. Porém tem coisas que hoje, com muitos cabelos prateados, são como quero.
Nunca trocaria os amigos que conheci em décadas nos campo de golfe, nem para ter de volta naturalmente os cabelos pretos ou os abdominais definidos. Jamais apagaria da memória as conversas pelos gramados e nos bares dos clubes nem as emoções compartilhadas. Fico com elas nem que alguém me garantisse que todos os meus drives superariam as 300 jardas ou embocaria todos os putts a dois metros.
Às vezes choro de saudades porque alguns seres queridos nunca mais voltarão aos campos. É assim. Com o passo do tempo se ganha e se perde. Porém ficou mais fácil desfrutar do golfe, esse esporte que não é para todos porque exige integridade a coragem para lidar sempre com a verdade.
Perdi o medo de errar porque aceito a imperfeição humana. Divirto-me com as quedas dos arrogantes e admiro a humildade dos campeões. Comove-me a solidariedade. Não ligo para os medíocres que nada ensinam. Cada instante é valioso. Perco menos tempo em lamentar o que poderia ter sido ou em ficar preocupado com o que poderá ser. Chego na bola e bato.
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Guillermo Piernes é palestrante, escritor e consultor
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