Arquivo da categoria ‘Coluna do Golf’

Por Guillermo Piernes *

O golfe é um esporte elegante e divertido que promove a amizade entre seus praticantes unidos no seu respeito à ética e à educação. Existe outra vertente para a união da maioria dos praticantes de golfe, são poucos os que gostam ou preferem os putters extra longos que não cabem nas taqueiras e que distorcem o movimento para executar a mais curta das tacadas.

Pessoalmente sou frontalmente contrário aos putters de quase 160 centímetros que devem ser jogados em posições dignas de uma pessoa com torcicolo agudo ou recém operadas de hérnia de disco e que ao fazer o movimento de pêndulo baseado em outro centro de apoio e assim passam a jogar em condições diferentes que a maioria. Isso já significa um ponto legal para proibir de vez esses putters.

Os principais responsáveis mundiais de autorização de tacos estiveram recentemente perto de proibir esses putters extra longos surgidos há uns 10 anos, para atender a alguns golfistas com problemas de coluna. Mas foi decidido prorrogar por mais uma temporada a sua utilização atendendo a inquietude de linhas de comercialização que buscam desovar esses estranhos no ninho.

O caso excepcional sempre deve ser atendido, porém o fato que qualquer jogador possa jogar com esses instrumentos tão diferentes não parece justo. Se um jogador tem dificuldades para segurar as munhecas durante a execução da tacada é parte da dificuldade do jogo, como é ler as inclinações do green ou adivinhar a direção do vento.

Se alguns não conseguem parar de desmunhecar no golfe é problema deles e não deveriam ser beneficiados pela sua predileção ou fraqueza. Não pode ser estimulado legalmente um acessório para corrigir a tendência de desmunhecar.

* Guillermo Piernes é palestrante, consultor e escritor. Autor de Liderança e Golfe.
www.guillermopiernes.com.brpiernes@golfempresas.com.br

Que vontade de ser golfista zulú!!! Vamos às explicações. Acabamos de voltar de uma tournée pela África do Sul para verificar o impacto da Copa do Mundo de Futebol após um ano do evento. Foi ótimo em geral e teve também uma positiva herança para o golfe.

O golfe sul-africano é uma das seis potencias mundiais. E posso garantir que continuará sendo assim nos próximos anos. Por exemplo, em Durban, a melhor cidade-sede da Copa 2010, é um dos maiores paraísos para os golfistas. Não somente pela beleza do local, da qualidade dos campos, mas também pelo custo.

Assim frente ao belo estádio de Durban, junto ao mar, correm dois campos. Um é o tradicional Durban Golf Club, privado e outro um belo campo público. A maioria joga no campo público e uma ou duas vezes por mês no campo privado. O green-fee para o campo privado é de U$ 100 e para o campo público U$ 10. Sim dez dólares ou R$ 16. Todo mundo joga golfe.

“É apenas um problema de gestão”, comentou um dos especialistas que integrou a missão. Quando o especialista falou isso senti um tom de tristeza, de ver que tudo poderia ser diferente apenas com uma gestão profissional, uma gestão em prol de beneficio da maioria.

Outro exemplo. O campo do Green Point, na Cidade do Cabo, teve o seu projeto modificado. Um dos acessos planejados ia destruir um buraco do campo de golfe vizinho. A sociedade foi mobilizada e a justiça determinou que mudasse o projeto e que nem um metro quadrado da grama do campo seria tocado. No Rio, foi destruído parte do maior projeto de golfe com inclusão social do mundo para que passe uma estrada… Quero ser um golfista zulu!!!  Uhambe Kahle (até breve em zulú).


* Guillermo Piernes é escritor e palestrante. Autor de Liderança e Golfe, Tacadas de Vida e Comunicação na América Latina. Atualmente é consultor do Ministério do Esporte para a realização da Copa do Mundo 2014.
www.guillermopiernes.com.br,www.golfempresas.com.br/palestras/

Coluna de Guillermo Piernes*

Martelar em quente sempre ajuda. A proximidade do Brasil de ser anfitrião do golfe olímpico após 112 anos abre a reflexão em relação ao esporte no país, para que finalmente seja barato e accessível para muitos e assim melhorar a competitividade a nível  internacional.

Existem o que defendem o modelo neo-feudal que deixou a competitividade do golfe brasileiro atrás da maioria dos países sul-americanos – nem seria confortável uma comparação com as principais potencias do golfe. Merecem respeito.  Porem resulta difícil explicar que um país de quase 200 milhões de habitantes conte com 25.000 golfistas na versão oficial e a metade desse número na verificação contável básica que é a de somar todos os praticantes federados.

Jason Straka, peso pesado na arquitetura de campos de golfe no mundo escreveu para o portal Golf e Negócios dez dicas para melhorar o golfe brasileiro num sentido amplo e uma delas e melhorar o acesso porque existe uma apaixonada base de golfistas e também uma muito pequena e limitada oferta basicamente em clubes privados.

A população não tem locais para praticar o esporte. Para formar golfistas é preciso contar com campos de golfe e centros de ensino. A inclusão deve melhorar. O golfe se fortalece como esporte praticado por muitos. Para isso deve ser criada uma variedade de facilidades, com a maioria sendo lugares onde o publico pague  preços accessíveis.

Os campos de golfe devem ser sustentáveis. Devem ser construídos para utilizar poça água, derivados fosseis e fertilizantes.  A combinação deve ser sustentável no econômico e no social. Straka comentou que no Brasil se paga muito alto pela construção dos  campos de golfe sem compromisso maior com o custo alto de manutenção.

Os golfistas devem ser generosos e compartilhar a bela experiência de jogar golfe com muitos brasileiros, que assim conhecerão o refresco espiritual, relaxamento mental, mudança física num cenário lúdico da sua prática.

Uma variedade de novas facilidades para o golfe deve ser construída no Brasil. Devem consistir de centros simples para a prática e campos de nove buracos para golfistas iniciantes assim como percursos de classe mundial para atrair os mais sofisticados golfistas. Abrir os campos existentes os dias sem movimento. Ninguém aqui busca derrubar castelos apenas modernizar o entorno.

 

* Guillermo Piernes é escritor e palestrante. Autor de Liderança e Golfe, Tacadas de Vida e Comunicação na América Latina. Atualmente é consultor do Ministério do Esporte para a realização da Copa do Mundo 2014.
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Com a nobre nação japonesa na memória e no coração


Não adiantaram os magníficos torneios de golfe no fim de semana, a mente e o coração estavam no Japão, ao lado do admirável povo que luta para se reerguer depois de uma das maiores catástrofes naturais da história recente.

O golfe brasileiro deve muito aos japoneses e descendentes de japoneses.  Belos campos em São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Amazonas e Manaus, surgiram diretamente do trabalho dos japoneses.  Mas a sua contribuição como exemplo de comportamento ético, de educação são ainda mais importantes num esporte que precisamente valoriza a integridade antes que o desempenho técnico.

Campeão sem escrúpulos não existe no golfe. O golfe não é vale tudo. E aí a gigantesca maioria de japoneses e descentes que pratica golfe no Brasil injeta princípios em todos os momentos, em muitos campos de norte a sul, de leste a oeste.

Vários grandes jogadores e jogadoras no Brasil são descendentes de japoneses e para não fazer injustiças mencionarei apenas um nome o da Priscilla Iida. Priscilla, a quem conheço desde menina, é hoje profissional de golfe no Japão.

Fiquei em forma egoísta preocupado com ela, no meio de tanta dor. Peguei o boné vermelho e branco autografado por ela no último evento da LPGA em 2010 e pedi a Deus que a protegesse.  Fiquei aliviado ao saber que ela está bem e estará novamente no Rio de Janeiro em maio disputando com as estrelas do LPGA.  Pedi depois por todos os membros da nobre nação japonesa.

Lembrei de outro japonês. Um adorável velinho japonês que tinha uma palavra animadora e embelezadora para cada golfista que entrava no campo de Brasília. “Que lindo sol…a chuva vai ajudar a grama…que contraste das flores vermelhas no verde…”.  Ele já se há foi anos.  Porem lembrei dele porque o velinho tinha atravessado as penúrias das guerras, a horror atômico de Hiroshima e Nagasaki e nem assim deixou de transmitir sempre gentileza e alegria para todos no campo de golfe.

“Nuvens cobrindo o sol com seu véu/Cigarras tão distantes a meus ouvidos/E os que eu amo – perdidos”, reza o poema de Mamayara Chuya que descreve o hoje. Amanhã Japão se reerguerá. É uma nação de admiráveis guerreiros-poetas.  

*Guillermo Piernes é palestrante, escritor e consultor corporativo.Autor de Liderança e Golfe.  Atualmente é consultor do Ministério do Esporte para a realização da Copa Mundial 2014.  WWW.guillermopiernes.com.br , piernes@golfempresas.com.br


A recente Copa Ryder no País de Gales deu resposta aos que se perguntam o que pode deixar a volta do golfe nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016.
A resposta é: Muito em todas as áreas.

Desde que Gales iniciou a candidatura para ser sede da edição 2010 da Ryder Cup o turismo de golfe teve um ingresso extra de uns R$ 70 milhões por ano. Cada rodada, incluindo a final numa segunda-feira, levou 35.000 pessoas ao campo do Celtic Manor Resort.

Porem os outros 200 campos de golfe do País de Gales pegaram carona na onda de interesse pelo golfe do país anfitrião e todos tiveram o aumento de visitantes. Gales utilizou a oportunidade para promover o seus produtos e oportunidades de negócios. As empresas aéreas Cathay Pacific and Virgin airlines tiveram todos os seus vôos lotados meses antes do evento. Nunca foi vendido tanto whisky produzido em Gales. 

Todas as escolas primárias da região norte de Gales tiveram no seu programa de estudos a Ryder Cup, ou seja um grande contato com o golfe. É um legado formidável que deve significar o aumento dos atuais 70.000 jogadores de Gales. Essa quantia e três vezes maior que número de golfistas no Brasil atual.

O  legado que deixará a Copa Mundial de Futebol 2014 será monumental em todas as áreas e podemos falar com alguma autoridade porque temos o privilegio de estar trabalhando profissionalmente precisamente nessa área. O legado que pode deixar o golfe olímpico do Rio de Janeiro pode ser fantástico.

O básico  será o campo de golfe construído na área da Barra da Tijuca dentro de um legado enorme em matéria de turismo e da conscientização que o golfe pode ser um esporte para todos, como acontece no resto do mundo.    

*Escritor e consultor . Autor de Liderança e Golfe. , piernes@golfempresas.com.br

Que rápido passa… o dia de golfe, o bom momento, a vida.

Como a antológica cena de Charles Chaplin barbeando ao som da Dança Húngara, de Brahms no filme Grande Ditador, uma devastadora crítica ao poder mal exercido.

A maioria dos leitores não assistiu. Como não acompanhou a evolução do golfe no Brasil, do tempo em que era visto como um exótico esporte praticado por um bando de ingleses maníacos.

Hoje é diferente. O golfe conta com uma estrutura organizacional razoável, bons torneios, vários excelentes instrutores, jogadores promissores, belos campos, meios especializados. Com o crescimento da economia o golfe passou a receber maiores recursos e houve uma elevação do número em contato com o esporte.

Ninguém mais pergunta “…o que é isso aí …”, como nos perguntavam quando saíamos na rua com a nossa taqueira, apenas 20 anos atrás. Hoje todo mundo sabe. E até todos conhecem Tiger Woods, pelo que ele fez com seus tacos, dentro e fora dos campos.

Nesse filme de Chaplin o protagonista foge dos cruéis perseguidores carregando pelos tetos uma taqueira de golfe de um amigo. Os tacos mudaram uma barbaridade. As bolas melhoraram uma enormidade. O homem evoluiu na tecnologia porém continua igual, com os mesmos mecanismos psicológicos para enfrentar os desafios.

Alguns superaram o medo dos mamutes, outros se animaram a enfrentar os grandes e pequenos tiranos, a subir nos aviões, e uns poucos não tremem ao empunhar o driver no tee do buraco um de um grande torneio.

Porém para todos eles a confraternização possibilitada pela comunhão nos valores do golfe, que é um jogo de integridade e respeito, foi e é impar. Por isso vamos celebrar que pertencemos a uma tribo diferente que conseguiu evoluir sem perder os princípios na vertigem do mundo atual.

* Escritor, palestrante e consultor.
www.guillermopiernes.com.brwww.golfempresas.com.br

Para quem passou várias décadas jogando golfe várias vezes por semana ficar sem praticar durante u mês – no meu caso por razões profissionais e uma cadeia de viagens de trabalho na área de comunicação -  resulta uma eternidade. A vida passa a ser vivida em preto e branco.

Dá a impressão que ficamos fora da roda que movimenta a alegria e a confraternização no mundo. Que estamos sem ingresso para um espetáculo ao mesmo tempo familiar e misterioso, salvo que o leitor com poderes mágicos conheça que vai acontecer cada vez que pega o driver.

Informo que também existe vida intensa fora dos campos de golfe. Por exemplo, em Brasília participei do campeonato brasileiro e internacional de vôo livre. Para quem já voou de asa delta pode dispensar o resto do texto. Para quem acreditava como eu que nos fins de semanas o único programa possível é jogar golfe, pode acabar o texto.

A minha participação foi apenas ajudando a um amigo piloto na conferencia dos equipamentos antes de pular para um abismo de 400 metros e depois acompanhar por radio o vôo do piloto caso não chegasse a terra no local previsto, neste caso a 70 quilômetros do ponto de saída na Esplanada dos Ministérios de Brasília.

Gosto de voar em aviões cheios de turbinas. Gosto de fazer voar a bola de golfe. Voar sem motor e com assas de nylon e pequenos tubos de alumínio, não é a minha preferência.  Porém estou certo que voltarei a jogar um melhor golfe após a experiência com o vôo livre.

Para pular no abismo se requer basicamente determinação sem qualquer dúvida. É o mesmo mecanismo para bater o primeiro drive ao inicio do torneio.  Para voar ou fazer a bola devemos eliminar o medo de ser feliz.

*Escritor , consultor e palestrante. Autor de Liderança e Golfe – O Poder do Jogo na Vida Corporativa -.www.guillermopiernes.com.br, www.golfempresas.com.br

 

A cada dia fica mais importante a filosofia do golfe para transmitir exemplos práticos, contundentes e quantificáveis para os empresários ou executivos preocupados em melhorar o seu desempenho.

Dias atrás, tive a honra de pronunciar uma palestra perante o presidente mundial, regional e do Brasil e outros 50 representantes da mais tradicional é histórica empresa que lida com captação e reprodução de imagens. Depois eles praticaram no green os ensinamentos teóricos. Mostrei que cada vez que uma seleção de futebol ou uma empresa prepara o seu pessoal para ser “guerreiro” fracassa. Quando os prepara para ser bons jogadores no jogo empresarial vence. Guerra é guerra e jogo é jogo.

Fiquei gratamente impressionado por ver como pessoas sem contato com o esporte, percebem em toda a sua dimensão a importância do foco e o seu peso no cotidiano profissional. Sem foco não existe possibilidade de acertar. A maioria dos erros acontece quando o jogador ou executivo faz as coisas mecanicamente sem dirigir toda a sua concentração para bater na bola ou retirar conclusões de um documento.

É gratificante transmitir a humildade a qual obriga o golfe. Sem humildade para detectar a direção do vento, para perguntar sobre distâncias ou trocar ideias sobre o taco a ser escolhido, dificilmente a tacada será a melhor. Algum líder arrogante se manteve muito tempo? Não. Também acontece no campo. Assim nenhum grande jogador chega ao pódio sem praticar a humildade.

Resulta ótimo transmitir aos executivos e empresários a ética do golfe, onde os resultados devem chegar unicamente pelo caminho da correção, do respeito às regras, com o máximo cuidado com os companheiros e o meio ambiente.

Precisamos divulgar ainda mais o compromisso com a integridade e o respeito com as regras do golfe. É o melhor legado que podem deixar os dirigentes de um Departamento de Golfe ou dos que admiramos o seu espírito ético.

Num pódio de golfe nunca vimos um semblante tão triste como o do piloto Felipe Massa ao ser premiado como segundo colocado no Grande Prêmio da Alemanha da F-1 depois de ser induzido pelo radio a deixar passar na frente a seu companheiro de escuderia.

Marca a diferença entre competir com ética ou não.

A Ferrari foi multada em U$ 100 mil porem ficou com a taça. Ninguém que tenha quebrado regras ou competido com ética fica com algum troféu no golfe. Assim num pódio de golfe todo mundo está feliz porque sabe que quem chegou à frente merecia ganhar. 

Se o espírito do golfe fosse transferido ao futebol, os zagueiros pediriam marcar as suas faltas não percebidas pelo juiz, e os atacantes solicitariam a anulação de gols em impedimento. Essa é a graça do golfe. O respeito às regras, a integridade, o jogo com respeito aos companheiros e a Natureza. 

Obviamente que o golfe não é para todos, porque alguns preferem ganhar de qualquer jeito e bater palmas para o vencedor indigno da denominação de campeão, que significa teoricamente o exemplo a ser seguido. 

De vez em quando vemos algum jogador que quebra regras, a maioria das vezes, por ignorar as regras do golfe. Os outros não merecem ser denominados de golfistas. Devemos reforçar a divulgação das regras e mostrar aos praticantes que o conhecimento de regras pode significar maior prazer ao sair no campo, menos controvérsias. 

Assim parabéns para os clubes que preparam os seus jogadores no conhecimento das regras e principalmente do espírito do golfe que faz do nosso esporte, diferente num mundo cada dia mais flexível nos seus princípios éticos.

 

O goleiro da Alemanha correu até o arbitro e pediu que o tiro inglês fosse marcado como gol porque a bola ultrapassou a linha…
O artilheiro brasileiro Luiz Fabiano exigiu ao arbitro que anulasse o gol marcado contra Costa do Marfim porque tinha tocado a bola em duas ocasiões com o braço…. O argentino Teves também pediu que seu gol fosse anulado contra México por impedimento…

Essas cenas não aconteceram na Copa Mundial de Futebol nem acontecerão no futebol tão cedo.

O esporte das multidões aceita que os cartolas impeçam a utilização da tecnologia para estabelecer as verdades no campo, que a justiça seja feita.

No golfe os parâmetros são diferentes. A educação, a ética e integridade foram sempre, obrigatoriamente, mais importantes do que um resultado. É a graça do jogo.

Por favor, nada temos contra o futebol. Somos igualmente apaixonados por esse fantástico esporte a pesar que ainda privilegia a filosofia de “tirar vantagem em tudo”. O futebol tem o mérito de tirar o pequeno bandido escondido em muitas mentes, de exteriorizar o lado escuro de milhares de seres humanos e de alegrar o coraçao de milhões.

No golfe também existem diabinhos que empurram a anotar uma tacada a menos, de chutar a bolinha que insistiu em parar junto a uma árvore. Mas no golfe a cartilha é diferente.

Por isso batemos palmas para a iniciativa do Departamento de Golfe do São Paulo Futebol Clube de preparar seus associados golfistas como deveriam ser preparados todos os novos golfistas do mundo, com conhecimento das regras, comportamento e etiqueta do golfe.

Da nada adianta que um instrutor ensine como empunhar o taco se o novo golfista não aprende a defender o espírito do golfe.

De pouco serve bater bem na bola se não existe comunhão com os princípios de ética do golfe.

A defesa do espírito do golfe não pode ser delegada, seja para cartolas, instrutores o quem for. O espírito do golfe tem que estar presente em cada um dos que empunhamos os tacos.

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